SIG

O que são SIG (Sistema de Informação Geográfica)?

O que é um SIG
Foto: Esri

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (INPE), um Sistema de Informação Geográfica (SIG) é um sistema que processa dados gráficos e não gráficos (alfanuméricos), com foco em análises espaciais e modelagens de superfícies. O INPE explica que um SIG pode ser visto como um conjunto manual ou computacional de procedimentos usados para armazenar e manipular dados georreferenciados. Ele é uma ferramenta poderosa para coletar, armazenar, recuperar, transformar e visualizar dados sobre o mundo real. Além disso, um SIG é um sistema de suporte à decisão que integra dados espaciais em um ambiente que responde a diferentes problemas. Portanto, um SIG permite visualizar, questionar, analisar e interpretar dados para entender relações, padrões e tendências.

Uma definição completa de SIG seria: “um sistema de informação computacional que permite a aquisição, modelação, armazenamento, obtenção, partilha, manipulação, análise e apresentação de dados georreferenciados”. Portanto, um SIG é composto por diversos mecanismos que recebem dados como entrada e, de acordo com o objetivo do trabalho, transformam esses dados em novos resultados. A cartografia é a representação final desses processos. Um SIG inclui hardware, software, dados, recursos humanos, aplicações, procedimentos e rede.

Componentes e Funcionalidades de um SIG

O hardware de um SIG engloba a CPU, armazenamento (discos duros, discos ópticos, drives de CD-ROM), dispositivos de entrada de dados (scanners, mesas digitalizadoras) e dispositivos de saída (impressoras, plotters). Em seguida, o software consiste nos programas computacionais que processam os dados geográficos e alfanuméricos, produzindo informações conforme os métodos aplicados. Neste sentido, existem três principais tipos de software: proprietário, livre e de código aberto.

  • Software proprietário pertence a uma empresa privada e impõe restrições de uso, edição ou redistribuição. Alguns exemplos incluem ArcGIS, Geomedia, MapInfo Professional, Bentley Map, AutoCAD Map 3D e IDRISI.
  • Software livre permite aos usuários executar, copiar, distribuir, estudar, modificar e melhorar o software. Por exemplo, alguns softwares livres conhecidos são o sistema operacional Linux, o servidor Apache, a base de dados MySQL, o editor de imagens GIMP e o gerenciador de conteúdo na Web WordPress.
  • Software de código aberto segue princípios da Open Source Initiative, garantindo o acesso ao código-fonte para auditoria, modificação e redistribuição gratuita. Exemplos de software de código aberto para SIG incluem QGIS, GRASS GIS, GvSIG, MapServer, OpenLayers, PostGIS, uDig e GeoServer.

Além disso, os dados são uma componente essencial de um SIG, podendo ser gratuitos ou pagos, e dividem-se em dados geoespaciais e dados alfanuméricos. Em geral, os dados geoespaciais têm uma posição no espaço geográfico e incluem informações planimétricas e altimétricas. Existem dois tipos de dados geoespaciais: vetoriais (pontos, linhas e polígonos) e raster/matriciais (espaço em células identificáveis por índices de linha e coluna).

Por fim, os recursos humanos são fundamentais para lidar com os processos complexos desta tecnologia. Dessa forma, é necessário pessoal qualificado para conceber, construir, manter e interpretar os resultados dos SIGs.

Aplicações e Monitoramento

Os SIGs podem ser aplicados em setores variados, como meio ambiente, agricultura, ordenamento do território, saúde, serviços públicos, transporte, censo, cultura, turismo e patrimônio. Assim, a concepção do SIG sempre depende de sua finalidade. Após a sua criação, ele deve ser monitorado constantemente para possíveis atualizações, análises ou controle, garantindo que os dados estejam sempre relevantes e precisos.

Referências

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